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Tia Ju

Professora de Língua Portuguesa e Matemática para o 4º e 5º ano do Ensino Fundamental

1. Dados básicos

Nome completo

Juliana de Souza Guiraldelo Moura

Como gosta de ser chamada

Tia Jú

Função / turma no CEPJ

Professora de Língua Portuguesa e Matemática para o 4º e 5º ano.

Membro da igreja desde...

1997

No CEPJ desde...

2018

2. Minha história com a igreja e com a escola


Como foi o seu caminho até a nossa igreja? E até o CEPJ?

Cheguei à igreja em 1997, aos 10 anos de idade, e desde então ela faz parte da minha história e da minha família. Em janeiro de 2007, me casei nesta igreja, em uma cerimônia realizada pelo pastor Marcelo. Hoje, meus filhos têm 18 e 13 anos, e é muito especial olhar para trás e perceber quantas fases da nossa família foram vividas dentro desta igreja.

Minha história com o CEPJ começou no berçário, em 2018, quando havia apenas uma bebê matriculada. Naquele período, eu já havia iniciado minha formação em Pedagogia e, ao ingressar no CEPJ, pude unir minha formação à prática profissional. Aos poucos, outras crianças foram chegando e, ao longo dos anos, trabalhei com as fases 1 e 2, dando aulas de Inglês e Arte. Depois, passei a atuar com Ciências e, posteriormente, com Língua Portuguesa. Em 2026, trabalhei com Língua Portuguesa e Matemática nas turmas de 4º e 5º anos.

Ao longo dessa caminhada, minha formação também foi acompanhando os novos desafios que surgiam. Concluí uma Licenciatura em Ciências Biológicas. Buscando continuar aprendendo e aprimorando minha prática, fiz pós-graduações em Ensino de Biologia e Ciências e em Biologia e Matemática.

A maternidade também trouxe novos aprendizados e despertou em mim o desejo de compreender ainda mais as diferentes formas de aprender e se desenvolver. A vivência com o autismo e o TDAH dos meus filhos me levou a buscar uma formação em Neuropsicopedagogia. Muitos desses conhecimentos passaram a contribuir naturalmente para o meu olhar e para a minha prática em sala de aula.

O CEPJ também fez parte da infância do meu filho mais novo, que foi aluno do colégio desde o Maternal e concluiu aqui o 5º ano. Poder acompanhar seu crescimento como mãe e, ao mesmo tempo, fazer parte da escola como professora tornou essa relação ainda mais especial.

 

Em quais outros ministérios você já serviu ou serve?

Ao longo dos anos, tive a oportunidade de servir em diferentes áreas da igreja. Fiz parte do coral e do ministério de louvor, além de ter servido no Ministério Infantil do Figueirão e no Ministério Infantil do Parque do Lago.

Em 2011, recebi em minha casa o primeiro grupo familiar de jovens da igreja, chamado na época de Sacerdócio Real. Hoje conhecemos o grupo como células.

Também participei de outras células ao longo dos anos: fiz parte da Chama Viva e, atualmente, pertenço à célula Filhos do Reino.

 

3. Meu cuidado com as crianças


O que mais te motiva a ensinar crianças?

Eu amo trabalhar com crianças. Gosto de olhar para cada uma e enxergar além do que ela apresenta naquele momento, percebendo seus potenciais, suas descobertas e aquilo que ainda pode desenvolver. Vejo Deus em muitos detalhes da sala de aula e acredito que cada criança é única, criada com dons e possibilidades que precisam ser descobertos e estimulados.

A maternidade atípica também me ensinou muito sobre respeitar diferentes formas de aprender, sentir e se comunicar. A vivência com o TEA e o TDAH dentro da minha família me ajudou a desenvolver um olhar mais atento para as necessidades individuais das crianças. Elas são únicas!

 

Qual é o momento da rotina de que você mais gosta com os alunos?

Gosto especialmente dos momentos em que consigo perceber uma descoberta acontecendo. Às vezes, é uma resposta correta, uma pergunta inesperada, uma experiência que desperta curiosidade ou simplesmente o olhar de uma criança que finalmente compreendeu algo. São pequenos momentos, mas que para mim têm um significado enorme.

 

Conte uma lembrança marcante da sala de aula.

Uma das experiências que mais me emocionam é perceber a evolução de uma criança ao longo do tempo. Ver um aluno que inicialmente apresentava insegurança, dificuldade ou resistência e, aos poucos, começar a acreditar em si mesmo é muito significativo. Para mim, cada pequena conquista tem valor e merece ser reconhecida.

 

Que valor ou ensinamento você mais deseja plantar na vida dos pequenos?

O princípio da identidade: cada criança aprende a reconhecer quem é, o seu valor e quem ela é em Cristo. Quero que cresça sabendo que suas dificuldades ou diferenças não definem os seus limites, e que é capaz de aprender, crescer e realizar grandes coisas. Meu desejo é que ela saia da sala de aula acreditando em si mesma e entendendo que Deus lhe deu capacidades e potencialidades que podem ser desenvolvidas.

 

4. Projetos que desenvolvi


Quais projetos você desenvolveu ou coordenou no CEPJ?

Projeto “Meu Livro” — Os alunos tiveram a oportunidade de escrever e produzir seus próprios livros a partir de temas direcionados. Na Mostra Protestante, um dos autores dos livros paradidáticos trabalhados no ano autografou as produções dos alunos, valorizando e reconhecendo todo o esforço e dedicação de cada um.

Competição de Soletração — Promovi uma competição de Língua Portuguesa que desafiou os alunos e envolveu equipes, torcidas, criatividade e muita participação. Com direito a premiação, foi uma experiência que uniu aprendizagem, competição saudável e espírito de equipe, deixando uma memória muito especial.

Sabão sustentável — Em uma atividade de Ciências, os alunos produziram sabão a partir de óleo usado, compreendendo na prática a importância do reaproveitamento de materiais e da preservação do meio ambiente.

Desafio de Matemática — Atualmente, estou planejando uma competição de Matemática, ainda em fase de projeto, com o objetivo de trabalhar raciocínio, desafios e colaboração.

 

Do que você mais se orgulha no seu trabalho aqui?

Como estou na IEPJ desde criança, desde os meus 10 anos, sinto-me muito à vontade no CEPJ e em poder viver minha fé também dentro da sala de aula. Tenho a liberdade de falar sobre o amor de Cristo, dividir testemunhos que vivemos, que fortalecem nossa fé e de ensinar princípios que fazem parte da minha própria história.

Tenho orgulho de poder olhar para cada criança e enxergar sonhos tão bonitos, ajudando-as a acreditar que são capazes de realizá-los. E, quando vejo nos olhos deles esperança e a certeza de que podem ir além, sei que estamos plantando sementes que, no tempo certo, brotarão e darão muitos frutos.

 

5. Um pouco mais sobre mim


Uma frase que resume o seu jeito de ensinar (ou que você costuma dizer aos alunos).

Eu sou quem a Bíblia diz que eu sou. Sou capaz daquilo que a Bíblia diz que sou capaz e, com Deus, posso ir muito além do que imagino. Essa frase representa quem sou, aquilo em que acredito e em quem confio.

É também uma mensagem que procuro transmitir aos meus alunos: cada um de nós é quem Deus nos criou para ser, com características, capacidades e potencialidades próprias. Procuro ajudá-los a reconhecer seu valor, acreditar em suas capacidades e compreender que, com Deus, podem ir muito além do que imaginam.

 

Versículo ou frase de que você gosta.

Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” — Jeremias 29:11

 

Curiosidades sobre você:

Sou uma pessoa que gosta de aprender. Amo estudar e descobrir coisas novas.

Também gosto de correr — minha última corrida foi de 8 km — e de andar de bicicleta.

Não dispenso um bom prato de macarrão e, claro, chocolate!

Mas, se existe um lugar onde realmente recarrego minhas forças, é junto da minha família. Amo estar com eles, conversar, rir, compartilhar a vida e simplesmente aproveitar o tempo juntos. Minha família é minha base, meu lugar de descanso e também onde consigo perceber, tantas vezes, o cuidado e o amor de Deus por nós.

Também amo ouvir música. Para mim, o louvor vai muito além de uma canção: é uma forma de oração. É um dos momentos em que consigo ficar a sós com Deus, aquietar o coração, agradecer, entregar minhas preocupações e me conectar profundamente com Ele. São nesses momentos simples — com minha família, correndo, pedalando, estudando ou ouvindo um louvor — que encontro forças para continuar, renovar meus sonhos e voltar para a sala de aula com o coração cheio.


Tia Ju
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